24/10/2013

Entre o certo e o incerto

Estou num momento de viragem da minha vida e não sei o que fazer a seguir.
Aceito o encerramento do meu local de trabalho, como estou a ser pressionada a fazer, sem receber indemnização, mas com a 'carta' que permitirá receber subsídio de desemprego; ou vou pela outra 'porta', aberta pelo meu patrão muito a custo: passar para outra empresa, a 30 km desta, onde sei que não me querem, onde sei que me vão fazer a vida negra de modo a que eu me despeça ao fim de pouco tempo (infelizmente, é a prática da casa)?
É a escolha entre uma situação de desemprego, sem grandes perspectivas de futuro (sejamos realistas, só com muita sorte conseguiria emprego na área e, fora dela, porque me aceitariam a mim, quando há tanta gente desempregada?) e uma situação de emprego, mas de grande pressão psicológica que vai afectar negativamente todos os outros campos da vida.
Imagino-me nas suas situações. Por um lado, agrada-me o facto de ficar em casa, ter tempo para as minhas coisas, aprender a costurar como deve ser, aprender japonês através dos inúmeros cursos que existem no youtube (a minha nova mania!), ter tempo e mais paciência para o meu filho...
Mas uma coisa é viver assim durante algum tempo, aproveitar para descansar e carregar baterias, outra é não haver grandes perspectivas de futuro.... já nem falo do estigma do desemprego, mas o subsídio durará pouco tempo e custa-me imaginar-nos a viver apenas do salário do marido, cada vez mais reduzido...
A segunda hipótese até nem seria de todo má, gosto de trabalhar, mas como sei que não me querem lá e sei que vão fazer tudo para que me despeça (e isto não é uma hipótese, é uma certeza, tendo em conta as circunstâncias e o histórico da empresa)... até poderei aguentar a pressão durante muito tempo, mas a que custo? E valerá a pena?
Mas tento emprego poderemos pensar em ter outro filho, algo com que sonhamos há algum tempo .... Mas, ao mesmo tempo, tendo esse filho, nas circunstâncias que me esperam, dificilmente terei tempo suficiente e de qualidade para estar com ele...


5 comentários:

  1. Eu podia dar palpites ou mesmo a minha opinião, mas a reposta nunca virá de fora. Coragem, seja qual for a decisão.
    Célia

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  2. Olá G.

    É sempre "um pau de dois bicos"...
    Eu com isto da minha gravidez estou um bocadinho apreensiva: não sei se vou ser despedida ou não. A empresa é pequena e o meu contrato acaba 3 dias antes da "due date". Mas não podia esperar eternamente não é?
    De uma maneira ou de outra, as coisas lá se arranjarão, mas não é fácil viver sem perspectivas.
    Essa decisão tem de ser "sentida" por ti e tomada pela família. Afinal é para isso que servem os mais queridos: apoiar o outro quando é preciso.
    Acho que em 15 anos de trabalho, nunca tive dez dias seguidos de férias. Estar em casa 5 meses...ou alguns anos vai ser um desafio.
    Espero que tudo corra pelo melhor por ai!
    E como está o teu pequeno?
    Beijos

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  3. Olá,
    Cheguei aqui através do blog A Horta Encantada, li o teu post e fiquei a pensar que a leitora Célia tem razão. A situação não é fácil, nenhuma das opções é boa e não há resposta certa; no teu caso, faria contas à vida para saber se daria ou não para prescindir do teu rendimento, quero dizer, começaria por aí para encontrar a decisão menos má. Desejos sinceros de boa sorte!

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  4. Olá, tal como Paula_2700 milhas, eu cheguei através do blog na america profunda, e li com atenção. não há receita que valha numa situação tão difícil quanto a que apresenta. querer chegar ao futuro com alguma segurança, e ela a fugir-lhe debaixo do tapete, a haver solução só a família a pode tomar, depois de ponderados todos os prós e contras.espero que a decisão traga melhores perspetivas.!

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  5. Is a no no situation. Mas às vezes duma coisa má pode vir uma coisa boa. Beijinhos e força!

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